edson chagas

edson chagas

obras

Untitled, Found not taken, Luanda-Londres-Newport, 2008-14
C-print
80 x 120cm
Edição de  of 3 + 2AP

Untitled, Found not taken, Luanda-Londres-Newport, 2008-14
C-print
80 x 120cm
Edição de  of 3 + 2AP

Untitled, Factory of disposable feelings,  Luanda, Angola, 2017 
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
67 x 100.49 cm
Edição de  5 + 2AP

Untitled, Factory of disposable feelings,  Luanda, Angola, 2017 
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
80 x 120 cm
Edição de  5 + 2AP

Untitled, Factory of disposable feelings,  Luanda, Angola, 2017 
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
80 x 120 cm
Edição de  5 + 2AP

Untitled, Factory of disposable feelings,  Luanda, Angola, 2017 
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
70 x 105 cm
Edição de  5 + 2AP

Oikonomos, 2018
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
100 x 100 cm
Edição de 3 + 2AP

Oikonomos, 2018
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
100 x 100 cm
Edição de 3 + 2AP

Oikonomos, 2018
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
100 x 100 cm
Edição de 3 + 2AP

Henrique C. Adesanya, Tipo Passe, 2019
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
100 x 80 cm
Edição de  5 + 2AP

Denis M. Mpongwé, Tipo Passe, 2019
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
100 x 80 cm
Edição de  5 + 2AP

Fernão V. Poko, Tipo Passe, 2019
Impressão a jato de tinta em papel fotográfico pérola Ilford 250 gramas
100 x 80 cm
Edição de  5 + 2AP

bio

Edson Chagas (Angola, 1977)

A prática fotográfica de Edson é sobretudo urbana, inscrita em eixos físicos e conceptuais que são simultaneamente locais e globais. Edson trabalha em série, muitas vezes mantida aberta e inacabada, à qual regressa ao longo do tempo, destacando o aspeto meditativo uma prática em que gestos performativos, mais ou menos aparentes, assumem um papel essencial. A série como Found Not Taken, Oikomonos e Tipo Pass, por exemplo, resulta em atos performativos realizados em/com objetos descartados.

Found Not Taken (2008-201xx) resulta do envolvimento do artista com as cidades em que viveu e das suas próprias experiências de deslocação e deslocação nas grandes cidades – Luanda, Londres, Newport. Edson recolhe objetos descartados, transporta-os com ele e reposiciona-os em novos contextos dentro da paisagem urbana. O ato de reposicionar os objetos exige uma espécie de mise-en-scène, em que é dada especial atenção à cor, textura e escala e reencena a relação entre os objetos descartados e o tecido urbano. Os retratos resultantes, uma taxonomia das cidades e dos seus espaços, trazem uma nova dignidade aos objetos fotografados e propondo novas relações estéticas entre as imagens e os espaços que representam. 

Em Oikomonos (2011-2018) e No Passo (2012-2014) é mais evidente a exploração do retrato – corpos e identidades anónimas ou ficcionais movem-se por este mundo globalizado. No primeiro, o próprio artista posa para a câmara vestindo uma camisa branca e a cabeça coberta por sacos de compras de diferentes locais, direcionando o olhar do espectador para a redação das malas e o que representam. No segundo, retratos de cidadãos africanos em larga escala, identificáveis apenas por diferentes máscaras africanas adquiridas em mercados artesanais e nomes híbridos. Os retratos em Tipo Passe Interrogam os estereótipos em torno da “Africanidade” e a construção de identidades circunscritas pelas fixações estabelecidas pelos documentos (passaportes) sugerindo assim uma leitura de identidade mais fluida e ambígua. 

A última série de Edson muda do aspeto nómada presente na série anterior, mantendo as suas preocupações artísticas e éticas. A fábrica de sentimentos descartáveis (2019) resulta de uma interação de longo prazo com as especificidades do lugar e do contexto – uma fábrica têxtil “Irmãos Carneiro”, localizada nos arredores de Luanda – e sugerem múltiplas formas de se envolver com a história e com o tempo. Mais uma vez, detritos e objetos descartados tomam o centro do palco, ressaltando para o passado e para simultaneamente encarnar o presente e a incerteza do futuro. Através de uma precisão documental combinada com a imaginação poética, as imagens de Edson convidam o espectador a desacelerar das rotinas diárias aceleradas das cidades ocupadas e a envolver-se lentamente e a refletir sobre questões complexas como os efeitos da globalização, sobre o consumismo, sobre temas de deslocação e construção de identidades neste mundo em rápida mudança.

 

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